Nas tensas 72 horas que antecederam o Dia D, e com o destino do mundo livre em jogo, o General Dwight D. Eisenhower e o Capitão James Stagg enfrentaram uma escolha impossível: lançar a maior e mais perigosa invasão marítima da história ou arriscar perder a guerra por completo.
Pressão é um drama tenso e impactante da Segunda Guerra Mundial, no qual os líderes das forças militares aliadas se reúnem em torno de uma enorme mesa coberta de mapas com pequenas peças representando aviões e barcos, tentando planejar a maior e mais complexa invasão da história.
Isso já tinha acontecido antes e foi chamado Exercício Tiger, concebido como um ensaio, mas se trasnsformou numa catástrofe, com falhas de estratégia e comunicação que levaram a mais de 700 mortes.
Abalados, mas destemidos, o general americano e futuro presidente dos EUA Dwight D. Eisenhower (Brendan Fraser), o general britânico Bernard Montgomery (Damien Lewis) e o almirante da Marinha Real Britânica Bertram Ramsay (Robert Portal) estão determinados a controlar cada detalhe desta vez, desde as iscas usadas para enganar o inimigo até as marés e a fase da lua ideais para o desembarque das tropas na Praia de Omaha, na Normandia, França.

(Foto divulgação)
Não há grandes spoilers aqui. Acho que todos sabem que o Dia D foi de fato adiado até o último minuto, e que o desembarque acabou sendo um sucesso, tornando-se uma parte importante da libertação da Europa da Alemanha nazista.
O filme Pressão conta a história do meteorologista James Stagg (Andrew Scott), que é convocado para o quartel-general que se prepara para o Dia D por ser considerado um dos maiores especialistas em previsão do tempo.
É preciso levar em conta que, algumas semanas antes, o exercício de desembarque, conhecido como Exercício Tigre, havia sido um completo desastre, o que resultou na morte de muitas pessoas. Daí uma grande responsabilidade se abateu sobre os ombros de James Stagg (Andrew Scott).
À medida que as pesquisas e os preparativos prosseguem, a tarefa parece extremamente difícil e, em certos momentos, quase impossível.
Contudo, James Stagg (Andrew Scott) confiava bastante em sua experiência e, às vezes, até na sua intuição, de maneira que ele contraria a opinião do meteorologista-chefe americano, Chris Messina, como Irving P. Krick e afirma que a data planejada para o Dia D é impossível, pois o tempo estaria péssimo e uma tempestade estava a caminho.
As batalhas internas e os dramas da guerra se misturam e, por fim, recaem sobre os ombros de Brendan Fraser, como o General Dwight D. Eisenhower que, naquele momento precisa decidir em quem confiar: no meteorologista americano, que fornece aos generais as informações que eles querem ouvir, ou na opinião do excêntrico, porém confiante, especialista britânico.
Naturalmente, o filme inclui alguns exageros para criar mais drama, e partes da história foram ligeiramente alteradas, contudo, o longa se aproxima demais do que aconteceu.
O diretor Anthony Maras coescreveu um excelente roteiro com David Haig, o dramaturgo que criou a versão teatral, de maneira que, juntos, eles tornam a história tão bem contada que quase nos esquecemos de que já sabemos o que aconteceu.
Não há ambiguidade do tipo o longa foi inspirado em ou baseado em algum momento importante da história. O fato é que o espectador vai assistir apenas a uma história real.
Um fato a destacar é que durante o filme surge o rosto de um soldado incrivelmente jovem morrendo em água ensanguentada durante o Exercício Tiger.
A câmera se afasta, revelando as consequências devastadoras da batalha. E então, uma cena de conforto doméstico enquanto James Stagg (Andrew Scott) prepara o café da manhã para sua esposa grávida, Liz (Tamsin Topolski), antes de uma despedida discreta, porém terna. Stagg está de saída para um novo e importante trabalho.
Winston Churchill disse a Eisenhower que Stagg era um gênio na previsão do tempo, então ele foi enviado ao quartel-general dos Aliados para essa previsão crucial.
Embora o longa contenha várias sequências relativamente longas, incluindo o próprio desembarque na Normandia, bem como o treinamento de pouso, a maior parte de Pressão se passa dentro da base, em uma atmosfera bastante fechada entre escritórios e a turbulência emocional de seus personagens principais.
Apesar de ser um drama de guerra bastante convencional, ele se mostra surpreendentemente sincero e genuinamente interessante de assistir, enquanto sua duração de 100 minutos, curta para os padrões atuais, parece ideal.
Num filme no qual se defende a ciência, que se trata de uma história verídica e que se mantém fiel aos acontecimentosfatos o suficiente para ser interpretada como história.
Elenco:
Andrew Scott, como Capitão James Stagg
Brendan Fraser, como o General Dwight D. Eisenhower
Kerry Condon, como Capitã Kay Summersby
Chris Messina, como Irving P. Krick
Damian Lewis, como o Marechal Bernard Montgomery
Con O’Neill, como Marshall Leigh-Mallory
Direção de Antônio Maras
Roteiro de Antônio Maras e David Haig
100 minutos 13 anos Ano: 2026
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