10º aniversário de La La Land, sempre deslumbrante e encantador – Relançamento

A história de amor entre Mia e Sebastian é repleta de cores e acrescenta toda a magia do cinema. 

O romance pode não ser perfeito, contudo faz a gente se lembrar de como é importante um toque de amor na vida.

Com uma trilha sonora impecável e boas atuações, La La Land é o tipo de filme que vale a pena assistir!

(Prime Video)

La La Land recebeu muitas críticas boas e ruins quando foi lançado, principalmente durante a temporada de premiações.

Contudo, depois de dez anos, o longa continua tão encantador como nunca. 

Por isso, vale a pena assistir novamente na telona.

Não só pelo lindo romance, mas, pela química entre os atores, pela coreografia incrível e também pela beleza cinematográfica que não pode ser ignorada.

O filme de Damien Chazelle não é, na verdade, uma obra-prima, mas, é precisdo acrescentar que em La La Land há todos os indícios de um clássico moderno.

La La Land é uma história de amor hipnotizante.

Vale dizer que é o terceiro filme no qual Emma Stone e Ryan Gosling trabalham juntos, e é como se a química entre eles tivesse sido construída ao longo de toda a trajetória do filme.

Damien Chazelle,que também dirigiu Whiplash, explora sua paixão pela música, ao entregar um filme mais completo. 

La La Land é emocionante do começo ao fim e revitaliza um gênero musical que, nos últimos anos, foi relegado a comédias de época e adaptações da Broadway. 

No entanto, La La Land promete agradar cinéfilos de todos os tipos com seus personagens cativantes, cinematografia marcante e estética vibrante e colorida. 

A música cumpre bem seu papel, ou seja, não é exagerada, ao contrário, se encaixa perfeitamente em todo musical.

Diferente do que ocorre com algumas adaptações recentes de musicais para o cinema. Além disso, os diálogos são suficientes para manter o filme interessante. 

As canções originais do filme aparecem no momento certo, fazendo com que o tema se eleve e aflore os sentimentos dos personagens de uma forma encantadora.

Tudo isso, tendo como pano de fundo a deslumbrante Los Angeles contemporânea.

A trama segue um caminho seguro, contando a história familiar de dois artistas em busca de sucesso em Hollywood.

Mia (Emma Stone) é uma aspirante a atriz desajeitada que luta por uma oportunidade (ou mesmo apenas um retorno) em Hollywood, e Seb (Ryan Gosling) é um músico de jazz preso em uma era em que seu gênero parece estar morrendo. 

A dupla inicialmente se conhece, depois se detesta, contudo, os atores sapateiam juntos e terminam por se apaixonar.

Todavia, nem tudo é possível nem tudo a dupla se pode conseguir.

Na narrativa, é fácil de entrever que apenas um deles é permitido o sucesso.

Como em um conto de fadas, enquanto estão juntos, Seb e Mia se incentivam mutuamente, elaborando projetos artísticos, até que justamente o sucesso de cada um é que vai afastá-los.

Um traço inevitável do longa é que a vida imita a arte e, assim, o filme explora um lado bastante comum enfrentado pela indústria do entretenimento, particularmente o dilema entre o que é melhor: se vender ou manter a integridade artística, enquanto se luta pela sobrevivência, especialmente, em uma cidade tão bonita e, ao mesmo tempo, tão cruel.

Para perceber esse lado, basta que o espectador observe, em alguns momentos, o diálogo do filme que é reflexivo, questionando seu papel como um musical de longa-metragem na era contemporânea. 

Há determinada cena em que Keith, interpretado por (John Legend), pergunta a Seb sobre suas reais aspirações: “Como você vai ser um revolucionário, se você é tão tradicionalista?”

Esse questão revela como se os protagonistas, entre suas concepções idealistas do que o cinema, a música e a arte deveriam ser, ressoasse mais com as ambições românticas à moda antiga de La La Land do que com o cenário atual de blockbusters barulhentos de super-heróis, comédias românticas previsíveis ou mesmo remakes de musicais consagrados.

Por isso que La La Land é um filme repleto de emoções, por que mostra que o sonho  pode ser grande, contudo é preciso sonhar grande e os compromissos que precisamos fazer para ver esses sonhos se tornarem realidade. 

E, para finalizar, trata-se de um bom enredo, um pouco previsível, mas a execução é impecável. 

O longa é uma homenagem ao passado, porém já maduro o suficiente para descartar algumas das convenções mais idealizadas de Hollywood, optando por retratar a dura realidade da indústria.

Nome original: La La Land

Direção: Damien Chazelle

Duração: 128 min

Gênero: musical, romance

Distribuidor: Paris Filmes

País de Origem: Estados Unidos

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