As cores do tempo: a poesia no cinema

Quem nunca sonhou em passear pelos jardins de Monet ou percorrer as ruas de Paris em uma interpretação impressionista? 

É assim em As cores do tempo. Um belo filme do cinema francês que transporta o espectador para a cidade do amor e para o interior do norte da França. 

(IMDb)

Como um pintor, o diretor Cédric Klapisch captura a essência da Paris do final do século XIX e até mesmo da França desconectada dos dias atuais, retratando esperança e beleza, não apenas pela paisagem e pelos edifícios históricos, mas também, pelo contato humano e pelo calor humano. 

Com uma trilha sonora que destaca Degas, a história original, centrada na busca pela família e no equilíbrio entre aprender sobre história e viver o presente, oferece uma distração bem-vinda.

A trama começa com um plano geral da pintura O Jardim de Monet, que ocupa metade da tela. O enquadramento é tomado por pessoas tirando fotos ou sentadas em bancos/chãos, debruçadas sobre seus dispositivos eletrônicos. O público não se envolve com o belo jardim, a ponto de uma influenciadora pedir ao cinegrafista/namorado que não precisava se preocupar em mostrar a cena, mas que direcionasse o foco somente nela.

O diretor, Klapisch, apresenta uma obra crua, mas sem a intensidade de um drama. Em vez disso, os atores demonstram sinceridade em suas emoções por meio da sutileza de sua atuação, ecoando a sensação de que estamos assistindo a imagens em movimento ganharem vida. 

A obra de Cédric Klapisch é certamente uma beleza para os franceses.

As cores do termpo

Direção: Cédric Klapisch

Duração:  124 min

Gênero: comédia, drama

Distribuidor: Imovision

País de origem: França

Estreia: 30/7

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *