Adaptações para o cinema
Mas antes do filme, o livro foi escrito em Haworth, uma pequena e isolada vila rural na região de Yorkshire, Inglaterra, na primeira metade do século XIX.
Apesar de sua curta vida, a obra-prima de Emily Brontë deixou uma marca indelével, inspirando três óperas, uma graphic novel e inúmeras adaptações cinematográficas.
Ou seja, mais uma vez o período Vitoriano inglês está repleto de nomes importantes para a literatura mundial.
Dentre esses nomes, há os nomes de três escritoras, cujo sobrenome,o Brontë, se destaca até hoje.
Prova está nas adaptações para o cinema que se iniciaram em 1920, que é a mais antiga adaptação. Além de:
- Filmada na Inglaterra, em 1920, e dirigida por A. V. Bramble.
- A adaptação de 1939, com Laurence Olivier e Merle Oberon.
- O filme de 1970, com Timothy Dalton como Heathcliff.
- Na versão de 1992, com Ralph Fiennes e Juliette Binoche.
- Outra adaptação interessante foi a do cineasta espanhol Luis Buñuel em 1954.
- No ano de 2011, a diretora e roteirista britânica, Andrea Arnold lançou uma nova adaptação, com Kaya Scodelario como Cathy.
As irmãs Brontë
As irmãs Brontë, Charlotte, Emily e Anne, escreveram belos romances com profundo poder emocional, personagens femininas fortes e, sobretudo, a apresentação da sociedade da época.
Geralmente as mulheres publicaram seus romances sob pseudônimos masculinos, no caso das irmãs, Currer, Ellis e Acton Bell).
Obras importantes que também foram levadas ao cinema, como Jane Eyre (Charlotte), O Morro dos Ventos Uivantes (Emily) e A Inquilina de Wildfell Hall (Anne).
Principais romances das irmãs Brontë:
Charlotte Brontë (Currer Bell):
Jane Eyre (1847)
Shirley (1849)
Villette (1853)
O Professor (1857, póstumo)
Emily Brontë (Ellis Bell):
O Morro dos Ventos Uivantes (1847)
Anne Brontë (Acton Bell):
Agnes Grey (1847)
A Inquilina de Wildfell Hall (1848)

Emily Brontë/(Getty Images)
Tímida, solitária e intransigente, Emily Brontë (1818–1848) é a romancista mais conhecida por seu único, intenso, profundo, dramático e inesquecível romance O Morro dos Ventos Uivantes.
A romancista, além de sofrer bastante ao longo de sua curta vida, tinha uma personalidade tímida e introvertida. Emily Brontë morreu muito jovem, um ano após sua publicação,em 1847, aos trinta anos de tuberculose.
O romance
O Morro dos Ventos Uivantes é um triste romance, uma melancólica história de amor que pode provocar até uma experiência catártica. Quem já leu o romance sabe do que estamos falando.
A narrativa é realmente sombria, chocante e perturbadora sobre uma família profundamente disfuncional.
É verdade que os personagens são egoístas e movidos por desejos intensos que os levam a cometer atos de violência e abuso psicológico.
Não há uma resposta nesta história. Na verdade, o que se vê é mais um dramático mal-entendido, bem intrincado e belamente escrito do qual você não consegue desviar o olhar.
Já no início, Catherine Earnshaw (a mãe) morre ao dar à luz sua única filha, Catherine Linton (a jovem Cathy).
O que realmente me fez apaixonar por O Morro dos Ventos Uivantes foi o tom sensível e forte da narrativa.
Não se trata de uma típica história de amor.
Emily Brontë eleva a experiência a um nível completamente novo, no qual o protagonista Heathcliff, tem crises fortíssimas de uma obsessão desesperada.
É um amor que realmente transcende.
O romance é repleto de personagens complexos, imperfeitos e, por vezes, cruéis.
A separação entre Heathcliff e Catherine é tão intensa que o leitor atravessa as páginas sentindo uma emoção imensa.
Emily Brontë não suaviza nada, pelo contrário, ela se aprofunda no caos das emoções e dos relacionamentos humanos.
A forma como ela escreve sobre obsessão, vingança e as complexidades do amor é simplesmente fascinante.
Além disso, o cenário sombrio e selvagem dos pântanos contribui para essa atmosfera misteriosa que te prende e não te solta.
Mas vamos falar de Catherine que é uma personagem que sofre e que faz mal a todos que estão à sua volta. Ela oscilas, ela afirma, nega. Num momento quer muito, no outro não quer mais.
O filme, um pouco distante do romance

(Ingresso.com)
E assim é o filme. A diretora, Emerald Fennell, mergulha nas emoções febris do romance original de Emily Brontë.
Para o bem e para o mal, a adaptação de Emerald Fennell de O Morro dos Ventos Uivantes é regida pelas emoções desenfreadas de seus personagens.
Fennell, que já venceu o Oscar e do BAFTA, transforma o romance de Emily Brontë em raiva e tristeza.
Numa colisão de êxtase e desespero, Margot Robbie forma um par perfeito com Jacob Elordi, que interpreta Heathcliff.
Heathcliff é o menino abandonado e acolhido pelo excêntrico e viúvo pai de Cathy, o Sr. Earnshaw (Martin Clunes), para ser criado como seu meio-irmão.
Com essa proximidade, quase fraternal, o desejo se insinua nas brincadeiras da infância e que vai florescer fortemente na vida adulta.
O filme é uma adaptação bastante sensual de Emerald Fennell e deve ser apreciada por si só.
Margot Robbie e Jacob Elordi são os protagonistas que vivem um romance bastante problemático.
Para os críticos, foi muito alta a soma de dinheiro para criar a magia Hollywoodiana.
Segundo os críticos, é um drama bem diferente do romance. A escala de emoções é bem menor desses dois protagonistas que são guiados pelas emoções e pelos sentimentos num romance impossível.
Pode ser que alguns espectadores se escandalizem, pelas cenas, pelo viés dramático. Trata-se de um filme realmente voltado para um público adulto.
Esta versão , de Emerald Fennell, exige que o espectador aceite as imperfeições desses apaixonados, reconhecendo que Catherine e Heathcliff frequentemente se magoam para proteger seus corações frágeis.
O público também deve compreender que essas falhas pessoais também refletem questões culturais da época que colocavam mulheres e homens de diferentes classes sociais em pé de igualdade.
Nome Original: Wuthering Heights
Direção: Emerald Fennell
Duração: 134 min 16+
Gênero: Drama, Romance
Distribuidor: Warner Bros
País de Origem: Estados Unidos
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