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Muitas vezes, para que haja a maior conquista numa determinada atuação, não são necessariamente os prêmios ou troféus que irão referenciar uma performance.
Muitas vezes, a intenção maior é criar uma atuação tão rica e impactante que permaneça na memória do espectador.
Para nós, cinéfilos, é fácil identificar uma farsa, porque são poucos os atores que conseguem atingir a profundidade de um personagem de uma forma que pareça totalmente crível e deixe uma marca indelével.
Por isso, vamos abrir esta resenha, não falando do filme, mas, particularmente da atuação de Paul Mescal, (Gladiador II, 2024). Sua atuação tem se destacado.
Aliás, é preciso dizer que seu desempenho foi tão intenso e verdadeiro que fez um membro da equipe chorar nos bastidores.
Na verdade, num mundo de premiações justas, Jessie e Paul ganhariam o Oscar por Hamnet.
Contudo, a premiação se trata do Oscar, e aí sabemos que se trata de um jogo manipulado e injusto.
Mas não custa discutir e tentar prever.
Para começo foi bom, Hamnet ganhou o prêmio de Melhor Filme (Drama) no Globo de Ouro.
A cineasta Chloé Zhao criou uma obra-prima.
O roteiro também deveria ter ganhado o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado.
Hamnet é uma obra cinematográfica muito incrível do início ao fim e merece muito mais respeito e reconhecimento do que está recebendo.
Vamos lá!
Perda e luto fazem parte da experiência humana, mas, para um pai e uma mãe especialmente jovens, é sim uma dor terrível.
A jornada de Paul como William Shakespeare começa quando ele é um jovem tutor, cativado por uma mulher aparentemente ignorada.
Ele se apaixona completamente por ela, como se a garota fosse a vida em abundância para ele.
Juntos, eles constroem uma família, uma família de pequenos habitantes da floresta. A vida é plena.
Até que, de repente, a vida deixa de ser bela, com a perda de uma criança preciosa curiosa e adorável: Hamnet. A partir daí Shakespeare sente a escuridão mais densa que ameaça destruir tudo em seu caminho.
À medida que Jessie Buckley, (A Filha Perdida, 2021), no papel de Agnes se torna cada vez mais ressentida, o personagem recorre à única coisa que sabe fazer: escrever.
De alguma forma, em meio ao peso e à desolação da perda, emerge uma das obras de arte mais reverenciadas de todos os tempos: Hamlet, diga-se de passagem, é a peça mais longa de Shakespeare.
A tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca, frequentemente abreviada para Hamlet, foi escrita por William Shakespeare entre 1599 e 1601.
E será com esta peça que Agnes e Shakespeare vão encontrar uma maneira de lidar com a perda.
O ponto mais emocionante do filme é quando os dois iniciam a jornada rumo à cura, naquela que pode ser descrita como uma das cenas mais comoventes do ano.
Paul retrata Shakespeare de forma brilhante, com uma naturalidade que parece forçada, mas ao mesmo tempo profundamente comovente.
Seu luto após a morte de Hamnet não é algo que simplesmente o público vai assistir, o público também vai sentir.
Não há como ser indiferente com esta cena.
Os dois atores, Paul e Jessie, conseguem realmente tirar profundidade emocional para retratar esses personagens.
Às vezes, parece que a vida na tela é real, como se Paul fosse realmente Shakespeare e aqueles eventos tivessem realmente acontecido.
Com roteiro também assinado pela própria Zhao, em colaboração com O’Farrell, o longa foi produzido por Steven Spielberg (Tubarão, 1975) e Sam Mendes (Skyfall, 2012), dois nomes consagrados na indústria.
O elenco ainda conta com a presença de diversos outros talentos conhecidos, como Zax Wishart, Joe Alwyn, Justine Mitchell, Emily Watson.
O longa está sendo bem-recebido pela crítica especializada, especialmente, em razão do impacto emocional e poético de sua narrativa, guiada sob a perspectiva sensível da cineasta Chloé Zhao.
Muitas vezes, para que haja a maior conquista numa determinada atuação, não são necessariamente os prêmios ou troféus que irão referenciar uma performance.
Muitas vezes, a intenção maior é criar uma atuação tão rica e impactante que permaneça na memória do espectador.
Para nós, cinéfilos, é fácil identificar uma farsa, porque são poucos os atores que conseguem atingir a profundidade de um personagem de uma forma que pareça totalmente crível e deixe uma marca indelével.
Por isso, vamos abrir esta resenha, não falando do filme, mas, particularmente da atuação de Paul Mescal, (Gladiador II, 2024). Sua atuação tem se destacado.
Aliás, é preciso dizer que seu desempenho foi tão intenso e verdadeiro que fez um membro da equipe chorar nos bastidores.
Na verdade, num mundo de premiações justas, Jessie e Paul ganhariam o Oscar por Hamnet.
Contudo, a premiação se trata do Oscar, e aí sabemos que se trata de um jogo manipulado e injusto.
Mas não custa discutir e tentar prever.
Para começo foi bom, Hamnet ganhou o prêmio de Melhor Filme (Drama) no Globo de Ouro.
A cineasta Chloé Zhao criou uma obra-prima.
O roteiro também deveria ter ganhado o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado.
Hamnet é uma obra cinematográfica muito incrível do início ao fim e merece muito mais respeito e reconhecimento do que está recebendo.
Vamos lá!
Perda e luto fazem parte da experiência humana, mas, para um pai e uma mãe especialmente jovens, é sim uma dor terrível.
A jornada de Paul como William Shakespeare começa quando ele é um jovem tutor, cativado por uma mulher aparentemente ignorada.
Ele se apaixona completamente por ela, como se a garota fosse a vida em abundância para ele.
Juntos, eles constroem uma família, uma família de pequenos habitantes da floresta. A vida é plena.
Até que, de repente, a vida deixa de ser bela, com a perda de uma criança preciosa curiosa e adorável: Hamnet. A partir daí Shakespeare sente a escuridão mais densa que ameaça destruir tudo em seu caminho.
À medida que Jessie Buckley, (A Filha Perdida, 2021), no papel de Agnes se torna cada vez mais ressentida, o personagem recorre à única coisa que sabe fazer: escrever.
De alguma forma, em meio ao peso e à desolação da perda, emerge uma das obras de arte mais reverenciadas de todos os tempos: Hamlet que, diga-se de passagem, é a peça mais longa de Shakespeare.
A tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca, frequentemente abreviada para Hamlet, foi escrita por William Shakespeare entre 1599 e 1601.
E será com esta peça que Agnes e Shakespeare vão encontrar uma maneira de lidar com a perda.
O ponto mais emocionante do filme é quando os dois iniciam a jornada rumo à cura, naquela que pode ser descrita como uma das cenas mais comoventes do ano.
Paul retrata Shakespeare de forma brilhante, com uma naturalidade que parece forçada, mas ao mesmo tempo profundamente comovente.
Seu luto após a morte de Hamnet não é algo que simplesmente o público vai assistir, o público também vai sentir.
Não há como ser indiferente com esta cena.
Os dois atores, Paul e Jessie, conseguem realmente tirar profundidade emocional para retratar esses personagens.
Às vezes, parece que a vida na tela é real, como se Paul fosse realmente Shakespeare e aqueles eventos tivessem realmente acontecido.
Com roteiro também assinado pela própria Zhao, em colaboração com O’Farrell, o longa foi produzido por Steven Spielberg (Tubarão, 1975) e Sam Mendes (Skyfall, 2012), dois nomes consagrados na indústria.
O elenco ainda conta com a presença de diversos outros talentos conhecidos, como Zax Wishart, Joe Alwyn, Justine Mitchell, Emily Watson.
O longa está sendo bem-recebido pela crítica especializada, especialmente, em razão do impacto emocional e poético de sua narrativa, guiada sob a perspectiva sensível da cineasta Chloé Zhao.
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Nome Original: Hamnet
Direção/Roteiro: Chloé Zhao
Duração: 125 min
Gênero: Drama
Produtores: Sam Mendes , Steven Spielberg , Pippa Harris , Liza Marshall , Nicolas Gonda
Direção de fotografia: Łukasz Żal
Distribuidor: Universal Pictures Brasil
País de Origem:

