
Ingresso.com
Vamos conhecer a jornada das adaptações
A jornada do musical se inicia com o romance de 1976 do escritor argentino Manuel Puig, O beijo da mulher-aranha, seguido pela adaptação cinematográfica de 1985, indicada a Melhor Filme e que rendeu a William Hurt o Oscar de Melhor Ator.
Em 1985, Hector Babenco dirigiu o filme que se tornou clássico: O Beijo da Mulher-Aranha. O longa foi uma coprodução Brasil/EUA.
O romance de 1976 do escritor Manuel Puig retrata o relacionamento diário de dois companheiros de cela em uma prisão argentina, país que passava por uma Ditadura Militar.
Nesse período, Molina e Valentín, protagonistas do romance, constroem um vínculo muito forte e devastador para a época.
Já em 1985, Hector Babenco co-produziu entre Brasil e EUA, com Sônia Braga no papel da diva Ingrid Luna, que protagoniza o filme contado por Molina.
Junto a ela, estavam outros grandes atores brasileiros, como José Lewgoy, Milton Gonçalves e Fernando Torres e os atores hollywoodianos Raul Julia e William Hurt que protagonizam a obra.
O diretor Babenco transportou a história para a ditadura militar brasileira trazendo Sonia Braga com um toque latino.
Agora, em 2026, chega aos cinemas o filme de Bill Condon, (A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1, A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2), baseado no musical da Broadway.
Para entendermos a cronologia das produções:
O romance, O beijo da mulher-aranha(no original, El beso de la mujer araña) do escritor argentino Manuel Puig, 1976.
O Beijo da Mulher-Aranha (peça teatral), a peça de 1983 que Puig adaptou de seu romance.
Adaptação cinematográfica de 1985 do romance dirigido por Héctor Babenco.
O Beijo da Mulher Aranha, o musical da Broadway de 1993, de John Kander e Fred Ebb, adaptando o romance de Puig. O musical O Beijo da Mulher-Aranha, no Teatro Broadhurst, foi um grande sucesso que ganhou três prêmios Tony, com Chita Rivera no papel principal da Mulher Aranha e canções de John Kander e Fredd Ebb.
O Beijo da Mulher-Aranha (filme de 2025), uma adaptação cinematográfica do musical dirigida por Bill Condon.
A versão de 2025
A versão de Condon é um espetáculo visual deslumbrante, embora os números musicais nem sempre consigam acompanhar o ritmo.
Com esta versão, o diretor e roteirista Condon retorna ao romance de Puig para concretizar sua intenção original: criar uma história de amor.
Os contextos da época, do romance e do musical
Nos últimos dias da Guerra Suja na Argentina, Valentín Arregui (Diego Luna), um prisioneiro na seção mais decadente de uma prisão política, passa o tempo entre os interrogatórios lendo livros e lutando para manter a sanidade e a saúde debilitada.
Seu isolamento é interrompido pela chegada de seu novo companheiro de cela, Luis Molina (Tonatiuh), um homem gay condenado por atentado ao pudor e a quem o diretor da prisão (Bruno Bichir) prometeu indulto, se conseguir que Arregui revele informações que possam ajudar a junta militar a sufocar a revolução de esquerda.
Bill Condon, um diretor com muita experiência e talento, com créditos de direção e roteiro em Dreamgirls, Chicago e O Rei do Show, aceitou adaptar um dos maiores sucessos teatrais de John Kander e Fred Ebb, O Beijo da Mulher Aranha.
Condon compreende que o cerne da história reside nessas duas pessoas e na relação que se desenvolve entre elas.
A história gira em torno de um vitrinista gay chamado Luis Molina (o estreante Tonatiuh), detido pelo governo argentino, sob comando dos militares, em 1983, sob acusação de atentado ao pudor e, depois, jogado em uma cela com um revolucionário marxista chamado Valentin Arregui Paz (Diego Luna).
Há uma promessa de clemência caso Molina consiga arrancar dele algumas informações muito desejadas.
Para passar o tempo, Molina conta a um inicialmente cético Valentin a história de um filme musical estrelado por Ingrid Luna, a grande estrela por quem ele é obcecado.
Com o passar do tempo, a história do filme, e a história de amor dentro dele, acaba se fundindo com a dura realidade do encarceramento.
A fantasia tecnicolor de um musical de Hollywood se transforma em um pesadelo político torturante e, de forma comovente, em uma verdadeira conexão humana entre esses dois homens.
A atuação de Jennifer Lopez

Ingresso.com
Jennifer Lopez nos papéis duplos de Ingrid Luna, a estrela de cinema dos sonhos de Molina, e da própria Mulher-Aranha.
Em uma entrevista recente ao portal Fresh Fiction, a atriz compartilhou que a empolgação foi imediata ao receber o roteiro e o convite para participar da adaptação:
“No momento em que eu li, fiquei impactada ao perceber que todas as coisas que imaginava, quando era pequena, sobre o que queria fazer na minha vida estavam nesse roteiro. Eu poderia cantar, dançar, atuar e interpretar uma grande estrela de Hollywood. Era como algo saído de um sonho. Para mim, foi uma decisão fácil”.
Além da realização pessoal, Lopez também ressaltou para o Ingresso.com outro aspecto da narrativa que fortaleceu ainda mais sua conexão com o projeto:
“Era também essa homenagem linda sobre a importância dos filmes, do cinema e das imagens em nossa vida”.
Lopez está muito bem na pista de dança com coreografias precisas e eletrizantes.
A atriz também canta e traz uma sinceridade teatral que captura perfeitamente o tom do musical de meados do século presente no filme.
As cenas proporcionam a Jennifer Lopez um dos melhores papéis de sua carreira como Luna, fazendo excelente uso de suas habilidades como cantora e dançarina.
Ela está sensacional nos figurinos deslumbrantes de Colleen Atwood, e a energia que ela traz para suas canções eleva o filme inteiro.
O filme O beijo da mulher-aranha tem uma produção primorosa e ótimas atuações. É bastante divertido e vale a pena assisti-lo.
*********
Título original: Kiss of the Spider Woman
Direção: Bill Condon
Duração: 128 min
Gênero: Musical
Distribuidor: Paris Filmes
País de Origem: Estados Unidos

