Mestres do Universo inova e faz uma aventura que agrada muito

Está perto de você descobrir que é realmente possível fazer um filme cheio de cores e entretenimento.

Basta você se lembrar de um desenho animado, como He-Man, e transpô-lo  para uma ação ao vivo, na tela grande, porque ultimamente, os filmes que recriam desenhos animados dos anos de 1980 tendem a oscilar entre a mesmice e a falta de graça.

Sim, nossa resenha hoje é sobre Mestres do Universo, de Travis Knight.

Pelo Poder de Grayskull… Eu tenho a força!

Essa é a clássica frase dita pelo Príncipe Adam ao erguer sua Espada do Poder.

He-man  é o gatilho para a transformação no defensor mais poderoso de Eternia

Eu tenho a força!

(Ingresso.com)

Isso mesmo. 

O lançamento Mestres do Universo, nos cinemas, está batendo à porta.

Dia 4 de junho de 2026, as primeiras exibições da nova superprodução de Mestres do Universo se iniciam.

Para quem já assistiu, certamente foi pego de surpresa.

O filme ultrapassou a versão de 1987 que, para muitos, ainda continua dividindo opiniões.  

Em primeiro lugar não deixa de ser um clássico, uma verdadeira nostalgia, contudo, fracassou em bilheteria e decepcionou fãs por alterações que foram feitas, divergindo dos elementos cruciais da obra. 

Por outro lado, conquistou uma parte do público que curtiu a atuação de Frank Langella como o Esqueleto.

Agora, na versão de 2026, o longa inovou também por dois motivos: manteve a aventura que envolveu os anos 1980, contudo, com uma nova roupagem.

Aqui está a ficha técnica e uma análise sincera sobre o que funciona e o que derrapa nessa nova ida a Eternia.

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Ficha Técnica

Com direção de Travis Knight (Bumblebee e Kubo e as Cordas Mágicas).

O elenco principal apresenta Nicholas Galitzine como Príncipe Adam / He-Man, Camila Mendes como Teela, Jared Leto como Keldor/Esqueleto, Idris Elba como Duncan/Mentor/Man-At-Arms, Alison Brie como Malígna/Evil-Lyn, Morena Baccarin, como Feiticeira do Castelo de Grayskull e Kristen Wiig como a voz de Roboto.

O que faz de Mestres do Universo um filme bom?

O longa apresenta um visual vibrante e colorido. Aliás, um dos maiores elogios feitos pela crítica especializada é o uso de cores. 

Ao contrário do público encontrar um filme de fantasia ou de  super-herói sem cor ou escuro e cinzento, Travis Knight se esmerou e fez questão de entregar uma Eternia extremamente colorida, iluminada e com forte uso de efeitos práticos e texturas. 

Há quem diga que parece um desenho para ser assistido sábado de manhã.

A diferença é que o filme foi feito com orçamento de 200 milhões de dólares.

Vamos falar de Nicholas Galitzine 

Havia muito medo sobre como o ator de comédias românticas lidaria com o herói musculoso. Surpreendentemente, ele entrega um Príncipe Adam cativante. 

O próprio ator diz que, depois de ser anunciado como o novo He-Man no cinema das telonas, Nicholas Galitzine passou por uma mudança impressionante em seu físico para viver o personagem. 

O ator passou por meses de treinamento, consumindo quase 4 mil calorias por dia, para fazer jus aos músculos que o personagem precisaria ter.

Além disso, o filme bebe muito da fonte de Guardiões da Galáxia e Thor: Ragnarok.

Em relação à trilha sonora, Daniel Pemberton, com o reforço na guitarra de Brian May (do Queen), dá um peso de ópera rock fantástico para as lutas.

Jared Leto, como o Esqueleto, está muito bem e entrega uma atuação bem afetada, espalhafatosa e ameaçadora, e o espectador não consegue olhar para a tela e ver a “cara” do ator, em razão da maquiagem e efeitos de deformidade.

O tempo todo o filme é bom?

Não. A primeira metade é arrastada e confusa.

Especialistas dizem que é por causa da estrutura do roteiro que sofre um pouco no começo. 

Uma das razões é porque o Príncipe Adam passa seus primeiros anos de vida exilado na Terra, depois que sofreu um acidente espacial.

Vale dizer que o longa demora um pouco para engrenar e de fato “voltar” para o planeta Eternia

Essa transição, e a busca pela Espada do Poder quebram um pouco o ritmo inicial.

O equilíbrio do tom

Embora a maior parte da crítica tenha apreciado o tom brincalhão, alguns veículos apontaram que o filme às vezes não sabe quando levar a sério a história.

Há cenas, por exemplo, em que num determinado momento genuinamente emocional ou dramático, ele é cortado abruptamente por uma piada boba.

Ou seja, são coisinhas que podem sim incomodar quem espera uma fantasia épica,  madura no estilo Senhor dos Anéis.

Excesso de personagens, escassês nas atuações

Com tantos guerreiros clássicos da Mattel para apresentar, como Fisto, Aríete, Mandíbula, Triclope e Roboto, por exemplo, o filme corre para dar tempo de tela a todo mundo. 

O resultado é que várias figuras queridas dos fãs acabam virando apenas participações especiais de luxo, sem grande desenvolvimento prático na trama principal.

Conclusão

Mestres do Universo é um bom filme, que vale a pena ser assistido.

Caso queira ir ao cinema, para assistir a uma aventura espacial vibrante, sincera e assumidamente que faz jus a suas raízes, certamente vai se divertir muito. 

Só não espere um drama profundo que fará você criar elucubrações, filosofar e querer saber as razões que levaram Eternia existir. 

Não, não. Trata-se de um filme feito por pessoas que viveram os anos de 1980 e que amavam He-Man.

Ficha técnica

Nome original: Masters Of The Universe

Direção: Travis Knight

Duração: 133 min

Gênero: Ação, Fantasia

Distribuidor: Sony Pictures

País de origem: Estados Unidos

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