Timothée Chalamet foi um Laurie assustador em Adoráveis Mulheres, de Greta Gerwig, um crápula incorrigível em Lady Bird: a hora de voar, também de Gerwig, um viciado em drogas degenerado em Beautiful Boy, um Bob Dylan arrogante em Um completo desconhecido e um Messias excêntrico em Duna, além do excêntrico Wonka, Fábrica de chocolates e agora um super ego em Marty Supreme.
Marty Supreme é uma perturbadora história sobre um ego descontrolado e uma ressurreição que dá errado, contudo, transformou Chalamet em um ator maduro.

(Adoro Cinema)
Marty Mauser, não é muito atraente. Trata-se de um baseado no virtuoso do pingue-pongue da vida real, Marty Reisman.
A narrativa, ao fazer de Mauser um narcisista, egomaníaco, manipulador e obsessivo, dá a Chalamet a oportunidade de fazer um bom trabalho, uma vez que enterra seus próprios encantos inatos.
Sabemos que Marty Supreme mostra as habilidades de Chalamet, contudo, não podemos deixar de mencionar o extenso elenco de apoio que é vital para o sucesso do filme.
Podemos dizer que o personagem de Chalamet não teria uma atuação tão boa que teve, se não estivesse acompanhado por bons atores que estavam a altura do longa.
Outro fato interessante é que se trata de um filme sobre tênis de mesa, já que isso pode ser uma metáfora perfeita para a forma como o filme constrói as interações entre os personagens, isto é, uma série de conversas em que o diálogo é trocado entre Marty e as várias pessoas que cruzam seu caminho.
Cada personagem é posicionado como um rival de alguma forma, alguém que Marty vê como uma ferramenta para impulsionar sua carreira ou satisfazer seus desejos egocêntricos, ou como um obstáculo que ele pode facilmente superar com sua astúcia.
O longa traz um elenco grande e eclético, com muitos destaques que incluem Gwyneth Paltrow, que retorna triunfalmente às telas após mais de uma década de participações pequenas e relativamente esquecíveis, e Odessa A’zion, que se apresenta com ousadia como um novo talento incrível e alguém prestes a alcançar um grande sucesso, que muito provavelmente acontecerá após o lançamento deste filme.
Ambas as atrizes são excepcionais, especialmente na forma como interpretam as únicas personagens capazes de realmente inspirar alguma mudança em Marty, manipulando-o sutilmente para que se torne uma pessoa melhor, recusando-se a deixá-lo impune por sua atitude mulherengo.
Por outro lado, há também outras atuações como as de Kevin O’Leary (em sua estreia como ator), Tyler Okonma, Penn Jillette, Fran Drescher, Abel Ferrara, David Mamet, além de uma série de outros atores, muitos inesperados em um filme como este.
Todos esses atores adicionam uma camada de intriga, já que interpretam tipos muito específicos de personagens.

(Ingresso.com)
Não está claro por que Safdie abordou tantas pessoas que não são conhecidas por atuar, mas é uma decisão que funciona, contribuindo para o tom espinhoso e não convencional que impulsiona Marty Supreme.
A direção de Marty Supreme faz um uso excepcional de seus atores, não apenas como estreantes, mas como um mosaico de personalidades excêntricas que só enriquecem a história e a tornam mais envolvente.
É inegável que Marty Supreme funciona como uma viagem alucinante, ou seja, uma experiência imersiva que não tem muito a ver com um anti-herói narcisista, torna o longa um pouco divertido e não dá muito espaço para crítica bastante necessária.
Nome Original: Marty Supreme
Direção: Josh Safdie
Duração: 149 min
Gênero: Drama
Elenco: Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow.
Distribuidor: Diamond
País de Origem: Estados Unidos
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